sexta-feira, 21 de novembro de 2008

De Fabricio para Mauricio


Tia, É Fabrício! Tudo bem com a senhora? Sei que a senhora gosta de poesia, veja a que eu fiz para Maurício:


S e m I s s o!

É retirar João de Gilbeto,
O certo do inserto,
Maria sem Quitéria,
Planeta sem hemisfério,
O som sem estéreo
Futebol sem gol,
Sorvete sem calor.

É como ouvir Maria sem Betânia,
Afastar Castro de Alves,
Subtrair Caetano de Veloso,
É separar a feira, de Santana.

Como Luiz sem Gonzaga,
Árvore com nada,
Cometa sem cauda,
Zoologico sem bicho,
Enfim(...), é Fabrício sem Maurício.

São Paulo, 04 de novembro de 2008.
Beijo, Saudade, Fabrício!

(Meu querido sobrinho do meu sobrinho-netinho e afilhado: Seu amor pelo seu filho me encanta e é também por isso que te amo! )

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Caravelas (Hai Kai)

Nas caravelas
Navegam velhas baratas
Nas caras velas.

Núbia Parente - SSA - 20/10/2008

terça-feira, 7 de outubro de 2008

PARABENS NILTINHA

MINHA IRMÃ NILTINHA
EU TE AMO DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO.
Aqui transcrevo suas mensagens que você colocou no seu orkut hoje.
Nilta Parente:
"Eu sou feita de / Sonhos interrompidos /Detalhes despercebidos /E amores mal resolvidos /Sou feita de /Choros sem ter razão /Pessoas no coração /E atos por impulsão / Sinto falta de /Lugares que conheci /Experiências que não vivi / E de momentos que nunca esqueci. /Nem sempre /Sou Amor e carinho constante / Veloz até o bastante /E não paro por um instante /Já / Tive noites mal dormidas / Perdi pessoas muito queridas / Cumpri coisas não-prometidas / Muitas vezes eu / Desisti sem mesmo tentar / Pensei em fugir só pra nãoenfrentar / E sorri para não chorar / Eu sinto pelas / Coisas que não mudei / Amizades que não cultivei / Aqueles que eu julguei / E coisas que eu falei / Tenho saudade / De pessoas que fui conhecendo / Lembranças que fui esquecendo / Amigos que acabei perdendo / Mas eu continuo vivendo e aprendendo"(Mário Quintana) Com algumas modificações...
04:15 (2 horas atrás)
Nilta Parente:
Aos meus filhos: Vcs encheram de alegria e amor a minha vida. Sou grata a Deus por vcs! Todos os dias eu penso q Deus, na sua Infinita Bondade, abriu as portas do Paraíso e retirou de lá quatro Anjinhos e colocou na nossa casa! Como admiro vcs quatro, pelo esforço, pela maneira calma e bonita de serem, pela delicadeza para com todas as pessoas, pela dedicação a tudo q se dispõem a fazer...E por serem irmãos tão imensamente unidos! Enfim, pela boa educação q todos captaram, direcionada dos melhores educadores do mundo, através de livros de educação infantil (a quem sempre eu cuidadosamente recorria quando precisava, para descobrir a maneira mais correta de educar. Lembro de alguns:" Meus filhos, minha vida"- "Pais inteligentes, filhos felizes"-"Como educar os filhos de 1 a 5 anos"- "Quem ama, educa"- "Ninguém é Perfeiro"- "Estrela cor-de-rosa"- ""Gustavo e os Medos", daí por diante...)Sejam todos bem Felizes, MEUS FILHOS! Garanto q fiz o q pude.
03:25 (3 horas atrás)
Nilta Parente:
PARA MEU MARIDO: Obrigada, Cori, pela convivência de tantos anos! Pelo amor imenso dedicado aos nossos filhos! Pelo incentivo aos meus negócios! Por ter me ensinado o caminho de uma vida sem problemas! Vc é indispensável na minha vida.
02:59 (3½ horas atrás)
Nilta Parente:
Perdas e Ganhos Fruto de enganos ou de amor. Nasço de minha própria contradição. O contorno da boca, a forma da mão, o jeito de andar (sonhos e temores) virão desses q me formaram. Mas o q eu traçar, no espelho há de se armar tbm, segundo o meu desejo. Terei meu par de asas. Cujo vôo se levanta. Desses q me dão a sombra onde eu cresço- como debaixo da árvore: um caule e uma flor!(Do livro: Perdas e Danos, Bye Luft)

domingo, 28 de setembro de 2008

UM DIA DE DOMINGO

(Ouvindo esta música, chorei nesta manhã de domingo, enquanto ia trabalhar...)

Eu preciso te falar
te encontrarde qualquer jeito
pra sentar e conversar
depois andarde encontro ao vento
eu preciso respirar
o mesmo ar que te rodeia
e na pele quero ter
o mesmo sol que te bronzeia
eu preciso te tocar
e outra vez te ver sorrindo
e voltar num sonho lindo
já não dá mais pra viver
um sentimento sem sentido
eu preciso descobrir
a emoção de estar contigo
ver o sol amanhecer
e ver a vida acontecer
como um dia de domingo
Faz de conta que ainda é cedo
tudo vai ficar por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo
e deixar falar a voz a voz do coração
http://www.kboing.com.br/script/radioonline/radio/player.php?musica=41321&op=1&rd=639857

Nubia Parente - 28/09/2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

UM AMIGO

Quando encontro um amigo,
E no coração a ternura,
Meu ombro é seu abrigo
Cheio de amizade pura!

Núbia Parente - 22/09/2008

terça-feira, 2 de setembro de 2008

No dia da minha folga

No dia da minha folga, escolho fazer um dia diferente.
Mulher é assim, enfeita tudo! Começo um dia maravilhoso e feliz!
Aqui no meu cantinho, com muito prazer vou arrumando, limpando, dando um jeitinho aqui e outro ali. Quando menos espero o tempo vai passando e eu esquecendo de mim.
Às vezes, fico tão no meu papel de mãe que deixo para me cuidar na última hora। Isso é um hábito antigo, que com esforço quero me corrigir. Até que os meninos me dêem uma trégua, vou fazendo o meu papel de mãe. Os filhos pensam que as mães não são desse mundo. Porque como diz Junior, “gente é gente e mãe é mãe!”. E a minha folga?...

sábado, 23 de agosto de 2008

Cícero Dantas - Minha Terra Natal

Cícero Dantas – minha terra natal
Em Cícero Dantas nasci, vivi minha infância e o início da adolescência. Aprendi a amar e respeitar a natureza, apreciando o verde dos pastos do senhor Isaac e construí meus sonhos, mirando o Alto do Bem-Querer, até então, aos meus olhos, o pico mais alto do mundo. Nenhum mingau de milho até hoje se compara ao delicioso sabor do mingau de dona Palmira e nenhum passeio público me divertiu mais que o da Rua do Abrigo, depois do jantar. Do cartão postal do Alto dos Vieiras, fotografa-se a vista panorâmica de toda a cidade.
As escadarias do cemitério, de tantos degraus, me fizeram pensar nostalgicamente, na minha inocência, que poderiam alcançar os céus, enquanto o sino da igreja badalava em sinal de tristeza, quando estavam repletas de gente subindo lentamente. A igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho, rodeada de jardins e superlotada nas missas do domingo, deixou lembranças abençoadas dos meus pais e de sua fé em Deus, além do encontro dos fiéis para ouvir o monsenhor Galvão e o padre Elias. Depois da missa, o bar de Carlito era ponto de encontro da juventude.
No Instituto Bom Conselho e depois no Ginásio Monsenhor Renato Galvão, minha mãe em sua missão: inesquecível professora Renota; o diretor, meu querido professor Manuel, também lecionava Português e percebia que eu não era boa aluna; para o querido Eronildes Amaral, ensinar inglês com aquele sotaque cicerodantense, de vogais abertas, era mais que um desafio, uma missão quase impossível. Zé Canário, sempre assoviando enquanto zelava a escola e a todos nós alunos, tão manso e educado...
Na descida da igreja, dia de segunda-feira, barracas espalhadas por setores de frutas, tecidos, animais, entre outros, compunham movimentada feira; no mercado, os ourives, um deles era Nicodemos, meu tão amado pai.
As festas Rubra, Rosa e Branca que aconteciam na ARB – Associação Recreativa Bonconselhense, a orquestra Los Guaranis, a juventude bonita e Nilta sempre muito linda, até hoje sinto orgulho de ser sua irmã. Os bancários do Banco do Brasil eram famosos. Uma vaca louca sempre estava a fazer arruaça na rua, como adivinhasse estar indo para o matadouro. Corridas de jegue e a poeira subindo... Roda de amigos na calçada da igreja: Bené, Galego de Didô, Alberto, Tarcísio. O cinema, as matinês, e Julião aprontando quando alguém o chamava de cunhado. A marcha de ensaios para o Sete de Setembro cumpria percurso até um depósito na Rua do Trecho.
São muitas as lembranças, relíquias que jamais se apagarão de minha memória: a garagem de ônibus de José Mendonça; a beleza de dona Maria, parecendo uma santa; a elegância de dona Nena; a sabedoria de seu Zé: bastava dar a data do nascimento para ele adivinhar o dia da semana que a gente havia nascido; o prefeito Dãozinho, sem dúvida, o homem mais bonito da cidade; a venda do senhor Dacruz, minha madrinha Alice, Nana, Hilda, Lídia, Bibide, nossos vizinhos: seu Antonio Cariri e dona Dete.
Naquela pequena cidade, a luz, gerada de motor a óleo, apagava às 22 horas. Não havia televisão, nem telefone, nem asfalto; a água de chuva empossada num açude chamado Nação, abastecia a população.
A necessidade de sair de Cícero Dantas para complementar estudos era comum a todos adolescentes. Alguns não o conseguiram por falta de recursos; outros foram e voltaram; outros, inclusive eu, não mais retornamos.
Visitei minha cidade durante algumas férias e não mais que isso. Aos 55 anos quando os sonhos passam a ser escassos, surge um: voltar a Cícero Dantas numa festa de agosto! Por mais de trinta vezes, planejei, sem realizá-lo. Sempre acontecia algo que impedia. Mas tudo tem seu dia, ainda que tarde! E neste ano de 2008, realizei o meu sonho junto com Nilta. Fomos ouvindo um CD com trezentas músicas de Roberto Carlos. Todas traziam lembranças vivas de um tempo maravilhoso. Nada havia de mal-resolvido, no meu coração: eu estava feliz e plena para viver belas emoções.
Reencontrar os amigos, em clima de festa, é uma experiência ímpar. Eu me esquecera do frio que faz na minha terra. Fotografar nossos amigos e cada pedacinho que ainda restou da cidade antiga me deixou feliz demais. Abraçar alguém desconhecido que se descobre ser aquele colega que a gente nunca esqueceu é simplesmente uma felicidade fantástica. Pena que o tempo é curto e muitos ainda estão lá a nos esperar.
Vai aqui um lembrete para José Mário, que por motivos superiores não concretizou o seu sonho de juntar toda nossa turma nesta festa de agosto: na próxima, estarei lá, com fé em Deus!
Obrigada, Cícero Dantas, pelo carinho!
Núbia Parente